segunda-feira, 26 de abril de 2010

Vivi vários anos achando que o amava.
Depois disso nos encontramos quando nosso filho tinha 4 anos, foi estranho pra todos, mais ainda para uma criança que está praticamente conhecendo o pai. Foi uma visita de menos de 24 horas. Depois disso, ah, depois disso nem lembro quando nos vimos de novo!!! E o filho??? Será que ele lembra que tem filho???

Tive vários namorados, quem nessa idade não namora? Meu filho nunca me atrapalhou em nada. Curti a vida depois de todo esse sofrimento. Hoje agradeço por não estar com ele, uma pessoa que não acrescenta nada, que não tem ambição, que não luta por si e pelos seus.

É difícil conseguir viver com alguem, tive um casamento de 9 anos, mas não consegui ser feliz. Sei que não é fácil para um homem, aceitar uma mulher com filho. E se um dia me fizerem escolher, o homem ou os filhos, é óbvio, esse homem pode sumir, pois não terá espaço pra ele em minha vida. Sofri demais, porque quando saí da casa da minha mãe, meu filho ficou durante a semana com ela e os finais de semana comigo. Eu chorava todas as noites, a saudade era grande, mas como cuidar de um filho, trabalhando fora e não tendo como levar e buscar na escola e nem como fazer almoço??? Quando ele começou a ir sozinho, podemos dividir melhor esse tempo, alguns dias comigo e outros com minha mãe.

A felicidade veio quando consegui andar com minhas próprias pernas, pois saí da casa da mãe pra casa do marido ( e ainda por cima por necessidade), fui morar com ele porque briguei com meu irmão e precisei sair de casa, sem ter como me sustentar e nem pra onde ir, fui morar com o namorado que virou marido.
Quando descobri que com meu salário eu podia alugar um apto e viver só eu e meu filho, nossa, quanta alegria. foi MARAVILHOSO, ter nosso teto, fazer o que queríamos, ter nosso carro e ficarmos juntos, todos os dias.
Ficamos nesse apartamento por uns 3 anos. Fomos muito felizes!!!!

Foi morando aí que reencontrei o amor da minha vida. Vasculhando o orkut, dei de cara com a figura, nossa, o coração disparou. Na mesma hora deixei recado pra ele e trocamos telefone. Já havíamos sido namorados. Aos 16 anos namoramos por um pequeno tempo. Eu desisti, sem saber o que perderia dali pra frente. A melhor pessoa que já conheci. Quando nos reencontramos, tudo voltou a ser como antes, quero dizer, melhor que antes, porque já éramos adultos, já tinhamos nossas vidas, nossas coisas, nossos filhos ( a única coisa que poderia ter sido diferente). Se meu filho fosse dele e ele não tivesse a filha dele, talvez estivéssemos juntos ainda. Vivemos intensamente o que não havíamos vivido no primeiro namoro. Moramos juntos quase dois anos, mas infelizmente a ex dele conseguiu fazer com que a filha destruísse o que poderia ser lindo.
Dizer que não deu certo??? Não, apenas penso que foi maravilhoso enquanto durou.
Vida difícil a minha, né? Acho que não nasci pra viver "casada".
Se eu contar tudo que chorei nessa vida, acho que um rio de lágrimas... Sorri muito também, ainda sorrio, mas que muito doeu, doeu.

Depois conto a etapa mais recente, não vou narrar todos os meus namoros porque ficarei escrevendo por muito tempo, hahaha.

domingo, 25 de abril de 2010

Meus filhos minha vida!!!

Às vezes me pergunto: Porque a vida é assim???


Aos 17 anos engravidei do namorado, minha primeira transa e a barriga apareceu.
Foi bem complicado, pois eu estava no auge das festas, das turmas, das descobertas, mas enfim... Minha vida mudou, e eu gostei!
O pai dele havia ido embora, pois não morava na mesma cidade, e quando descobri que estava grávida, minha mãe ligou pra ele. Semanas depois ele veio morar conosco. Passamos dias ótimos, e tivemos dias péssimos também. 17 anos, que idade difícil...
Nasceu um lindo garoto, eu então estava com 18 anos, mãe, morando com minha mãe e com a graça de Deus, com uma babá perfeita!!!
Meu filho, minha vida!!! Se ele entrou na minha vida dessa maneira, nessa hora, é porque assim tinha que ser.
Quem sabe se não tivesse tido, minha vida seria diferente??? Mas gosto tanto dela assim, obrigada Senhor!
Sofri, chorei, sorri, mas como diz o Rei, o importante é que emoções eu vivi ( e vivo até hoje).

Fiquei "casada" até meu filho completar 9 meses. Depois disso, começaram os ciúmes, as desconfianças, as brigas e veio a separação. No início é complicado, como com qualquer casal, mas depois a gente se acostuma, ainda mais nessa idade.

O triste era ele ser de outra cidade, pois com isso ele foi embora e se afastou completamente do nosso filho.